Brasília, 2011. Anderson Almeida tinha ensino médio e um estágio na Ancar Ivanhoe — maior administradora de shopping centers do país. Auditando vendas de loja em loja, montando planilhas de performance, algo clicou silenciosamente: eu gosto disso — de entender como as coisas funcionam por dentro. Foi ali, como estagiário de nível médio, que Anderson decidiu fazer Administração. Uma colega daquela época — hoje recrutadora sênior no Nubank — lembraria anos depois: "ele já atuava como líder mesmo sendo estagiário."
Em 2014, entrou como primeiro estagiário da Estratégia Concursos — uma EdTech que ainda estava encontrando seu caminho. Cresceu junto com a empresa: de estagiário a auxiliar, a subgerente financeiro em três anos. Quando a empresa decide mudar sua sede para São Paulo em 2017, Anderson vai junto — sozinho. Família, namorada e amigos ficam em Brasília. Não foi abandono. Foi uma escolha consciente: quem deixa tudo que conhece para avançar profissionalmente não está construindo um emprego. Está construindo algo maior.
Outubro de 2018. Direção Concursos. Retorna a Brasília como Coordenador Financeiro de uma empresa com ambição de competir com os maiores antes de ter os recursos dos maiores. Estruturou do zero o que muitas empresas de médio porte nunca têm: DRE gerencial, budget anualizado, forecast mensal, dashboards de performance, processos documentados, governança financeira real. Posição próxima ao C-Level. Sete anos e quatro meses dentro de uma operação que viveu crescimento acelerado, M&A, turnarounds e reestruturações — cada fase com Anderson no centro do número.
2020. Pandemia. Enquanto o mundo parava, a EdTech explodia. Cursos on-line viraram a única saída para quem queria continuar se preparando para concursos. Anderson estava no centro: sustentando o crescimento acelerado com estrutura financeira e operacional que não pode falhar quando o volume multiplica. O MBA em Gestão de Negócios Digitais não foi coincidência — foi resposta ao que a operação estava exigindo.
2021. Liz nasce. A empresa vivia um de seus melhores momentos. Anderson entendia o negócio com a profundidade de quem passou sete anos construindo por dentro. A clareza era total: o trabalho tem sentido. A construção tem propósito. E no peito, uma ideia começa a tomar forma. Um método. Uma marca. Ainda sem nome — mas com um rosto.
Em 2024, iniciou o MBA em Controladoria e Finanças. Quatro formações acadêmicas no total — todas sobrepostas a uma carreira que nunca parou. Porque quem domina um assunto de verdade não para de estudar: aprofunda.
Fevereiro de 2026. Head of Operations & Finance. A promoção vem. Passa a liderar Financeiro, Administrativo e Operacional de forma integrada — com suporte estratégico direto à diretoria. O nome na assinatura muda. A responsabilidade também.
2026. Lara nasce. A Luniq é criada. No mesmo ano, os três eventos. Não foi impulso — foi a execução de um plano construído há anos. Quinze anos de operação real: auditoria, financeiro, gestão, processos, BI, M&A, turnaround, reestruturação, crescimento e reconstrução. A Luniq não nasceu de uma ideia. Nasceu de uma trajetória.